segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Fazenda

Tem muito tempo que não escrevo, e sempre lembro de falar de algo que acho muito interessante na minha Criativa Sofia.

Sofia tem uma fazenda imaginária, e é muito engraçado ver até onde vai a imaginação e a criatividade dela. Cada dia que passa ela coloca mais um bicho para viver na fazenda que ela criou: já tem o jacaré Cardoso, a vaca Baronesa, o cachorro Duque... e quando for me lembrando, vou citando, mas o que posso dizer é que são muitos bichos, bichos das mais variadas espécies. Já ia me esquecendo de dizer uma coisa muito importante, pelas leis Sofiistas ninguém, a não ser ela, é claro, pode freqüentar a fazenda, e o motivo é muito simples, todos os bichos mordem, menos a ela, é claro.

A riqueza de detalhes também é algo que me impressiona, e a vivacidade dos fatos. Tem dias que acredito que realmente a Fazenda existe.

terça-feira, 22 de junho de 2010

A dodói quer história

Tem coisa que aperta mais o coração do que criança doente? Pode ser até que tenha, mas esses dias fiquei com o coração apertado por conta de uma gripe. É, Sofia está gripada. Ela fica mais dengosa, querendo mais carinho e atenção; mas o pior de tudo é que ela já está aprendendo a “jogar” com essa situação, me disse: “Papai, não posso ir à escola, porque estou muito doente”. Ah, vai, nem estava tanto assim, era só um resfriado. Me lembrei da minha infância, e me lembro bem quando intensificava as doenças ou até mesmo as inventava para não ir à aula, o que todas as criança fazem e Sofia não é diferente. Porém me lembro também, que muitas das crianças da minha sala de aula, inclusive eu, não gostávamos muito de ir para a escola, aqueles modos muito tradicionais, sem dinâmica, o verdadeiro “cuspe e giz” do final dos anos 80 e inicio dos 90. Acredito que hoje a educação está se aprimorando e aproximando mais as crianças da escola, reconheço que minha filha é uma privilegiada por estudar em um centro educacional a anos luz da maioria das escolas, e muito mais que isso das escolas públicas, e lógico que na maioria das vezes ela ama ir à escola, mas como todo compromisso, às vezes é bom faltar. E quanto à gripe, como não sou de ferro, estou mimando e dengando muito minha pequenininha, colocando todos os filmes que ela quer e lendo todos os livros dos quais ela não se cansa de ouvir a mesma história. Uma coisa que me deixa muito curioso é a necessidade de repetição das crianças... mas isso fica para outra postagem.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Guarda da guarda

No dia 28/06 às 13:20hs será o dia e hora de um acontecimento do qual anseio muito: A primeira audiência que decidirá a minha separação (que de fato já tem um ano). Tudo já está, há algum tempo, resolvido. Tudo, mais ou menos, pois a guarda da minha princesa não foi motivo de acordo entre eu e a mãe.
A grande questão e grande angústia que envolveu a minha separação foi como ficaria a minha filha. Luto pela guarda compartilhada, luto pelo direitos da minha filha.
Não tenho a mesma disponibilidade de tempo que a ex-cônjuge: acordo às 6:00 da manhã e só chego em casa 00:00hs, quase todos os dias da semana, mas 1 dia na semana busco ficar com minha filha, e todas as sextas também, e a levo no colégio pelo menos 2 vezes, e durmo com ela em fins de semanas alternados, e sou eu quem leva no médico, e levo pra cortar cabelo, e vou nas reuniões da escola, e... muitas outras coisas. Acredito ser um pai mais que presente e acredito que esse compartilhamento já exista.
Até o ano de 2002 a mulher tinha garantida a guarda dos filhos, ao menos que fosse evidenciado comportamentos socialmente inaceitáveis (o que é bem subjetivo), agressividade e uso de drogas ou álcool. Ou seja, isso quase nunca acontecia. O que busco não é retirar minha “Deusinha” da mãe, muito pelo contrário, busco resguardar os direitos de quem interessa. Segundo à Declaração Universal dos Direitos da Criança “A criança tem o direito de viver com os seus pais a menos que tal seja considerado incompatível com o seu interesse superior. A criança tem também o direito de manter contato com ambos os pais se estiver separada de um ou de ambos.” Além de ferir o princípio da igualdade entre homens e mulheres, até o ano 2002, o Direito de família ia contra um dos princípios mais fundamentais da criança que é conviver e ser criada por ambos os pais.Em 2003 a mulher perdeu a exclusividade da guarda. Mas somente em 2008, com a guarda compartilhada, finalmente esse direito foi protegido pelo nosso ordenamento; pois não é direito da mãe ou do pai a guarda dos filhos, é um dever de ambos e direito dos filhos.
Quando ocorre a separação dos pais, a separação é deles, a criança não quer e não pode ser separada de ninguém. A guarda não pode ser um instrumento de vingança, ou um prêmio dado pelo juiz a um dos pais, é a saúde mental e física da criança que deve ser levada em conta.

Uma coisa eu disse a minha filha quando saí de casa: “Papai nunca irá te abandonar, vou lutar por você até o fim.” E eu vou.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Bu!


“Bu!” Adoro quando a minha pequenina faz isso. Está em uma fase que gosta de se esconder e dar susto nas pessoas, sempre falando “Bu!”.
Acho incrível a inocência, como se um simples “Bu!” pudesse nos assustar nos dias de hoje, quando convivemos com tanta violência e desgraças pelo mundo. Em falar nisso, tenho refletido muito sobre os perigos que corremos no dia-a-dia e percebi que temos algumas fases quanto a isso: na infância temos medo de bicho-papão e homem-do-saco; na adolescência temos medo dos nossos pais (quando temos, geralmente não temos medo de nada); na fase adulta temos medo da violência urbana, o que pode nos acontecer e.t.c. Já passei por todas essas fases e me encontro, hoje, com medo do que pode acontecer à minha filha. Só me preocupo comigo mesmo relacionado com a dependência que minha filha tem de mim, apenas por isso nada pode acontecer comigo.
Sinto muito medo, muito medo mesmo do que pode acontecer a minha Sofia: tenho medo de carro, medo de acidentes em geral, medo de tudo o que possa ser ruim a ela. Antes estava me preocupando muito se isso estava virando uma paranóia, e que afetasse a liberdade de Sofia como a criança normal que é. Mas percebi que é apenas o medo normal de se perder o tesouro mais precioso do mundo, universo, galáxia...cosmo... De perder a minha Bu!

sábado, 5 de junho de 2010

Planos culturais


Ainda estou morando hospedado, e tenho algum tempo para fazer planos para minha nova moradia com a minha "Sabedoria". Algumas coisas ja deixei bem definido na minha cabeça: terei um lugar somente para a música, que seja um canto para que Sofia saiba que ali é o canto de se ouvir "canto"... Um espaço para os livros (meus e dela), e cada dia aumento mais a coleção (minha e dela) e um quarto será apenas para se ver filmes , com toda a coleção de filmes infantis que ela já tem e os meus é claro.
Quero deixar bem evidente os espaços culturais dentro da nossa nova casa para que possamos saber onde ir e o que fazer mesmo em casa para ter contato com a arte e cultura.
Comprei um disco infantil faz um tempo e a música abaixo agrada tanto a mim quanto a minha Pequena, e é a cara dela:

CIRANDA
Deixa de manha de, noite, de dia
Toda criança diz que tudo é seu
Ei menino Ei menina
Larga disso lagartixa
Que nessa ciranda o mundo inteiro é meu é seu é meu é seu
Quando uma vez tinha um tatu bolinha
Mais outra vez nasceu um monte de irmãos
Mais o amigo, mais a prima, o colega, a vizinha
E nessa ciranda tatu bolinha virou bolão, balão, bolão, balão

(Sandra Peres, Palavra cantada)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A música dela


Sempre que ouço essa música me emociono, pois me lembro de tudo o que ja aconteceu na minha vida com a presença da minha Sofia. Essa é a minha música pra ela, porque realmente eu não sei parar de olhá-la:

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre

É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Eu não sei parar...de te olhar
Eu não sei parar...de te olhar


Ana Carolina e Seu Jorge (Tradução da música "The Blower's Doughter", Damien Rice)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O ser igual.

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”. As garantias, direitos e deveres realmente devem ser todos iguais. Mas temos realmente que ser todos iguais? Essa pergunta sempre é feita e deve ter sido tema de vários livros, artigos, filmes, peças teatrais, e.t.c.
Como Pai, não incentivo o “ser igual”, mas sim a formação de uma personalidade particular e natural (com todas as regras e padrões necessários para o convívio social), mas também sei a importância de não ser muito diferente dos outros. Ser diferente incomoda, principalmente quando a personalidade ainda está sendo formada; quando todos os colegas de turma têm determinado tipo de tênis, por exemplo, certeza que se um deles não tiver se sentirá excluído do grupo, e ser excluído do grupo é muito ruim para a formação de uma personalidade minimizada de conflitos, e nem falei em auto-estima.
Quero que minha filha não sofra nunca na vida! Sabendo da impossibilidade disso acontecer, pelo simples fato de estarmos vivos, quero que seja o mínimo possível, e o “ser igual” é importante pra ela nesse momento. Esses dias me deparei com um “muito-querer-ser-igual” dela: me pediu pra ir à Disney tendo apenas 3 anos de idade.
“Sabedoria” do papai, também não vamos exagerar!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Discrição e orgulho, Pai e papel.

Citei, anteriormente, a discrição da minha pequena e também disse o quanto isso me enche de orgulho. Quando soube da gestação e ainda mais que era uma menina, já fiquei pensando nas características que eu queria para a formação da personalidade dela (disse no post anterior que acho isso uma covardia, mas não tem como escapar) e a discrição estava na minha listagem. A peculiaridade desta característica em uma criança é algo que me fascina, a minha Sofia é rara.
É alguém que curte cada momento da vida independente de onde esteja, mesmo porque quando não quer estar em algum lugar, fala na mesma hora que chega à ele; e convencê-la está cada dia mais complicado, cada dia que passa tenho que aumentar a quantidade e a qualidade dos meus argumentos para que ela fique satisfeita, e esta freqüente quando ela não se convence, e engole a situação. Enfim, voltando a “curtir cada momento da vida”: quando ela está comigo, está comigo inteiramente, nem sequer faz menção ao que aconteceu no dia anterior, sem que seja algo que aconteceu com nós dois. Me pede sempre para ficar perto dela, abraçado; e a sensação de passar segurança, de ser aquela pessoa que “estou com ele e nada de mal irá me acontecer” é explêndida! Pra ela eu sou o Herói, o Super-homem, o incrível, o insuperável, e pra ela eu realmente sou.
Hoje, quando me perguntarem “Qual a sua principal qualidade?”, eu responderia: Pai.
Queria ser um profissional como sou pai, um estudante como sou pai, um homem como sou pai... mas até que ser o pai que sou refle coisas boas para todos os papéis que exerço.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cultura e Vaidade

Desde sempre ela sempre se interessou muito por livros e histórias, tanto de ouvir como de ler os livros. O incentivo da leitura é algo que acontece desde muito cedo, porque na verdade não presenteei minha pequena com esse nome à toa. Apesar de acreditar no incentivo à leitura e demais atividades pedagógicas para a formação intelectual, tenho muito medo que minhas expectativas a atrapalhem na formação da personalidade, apesar de que desde o primeiro anúncio da suspeita de gravidez já depositei inúmeras perspectivas em cima dela! Pois é, vivemos com o peso de “o que nossos pais desejam de nós” desde que nascemos, e agora estou do outro lado, pois desejo muitas coisas da minha pererequinha: que ela dance balé, fale línguas, toque piano, violino, escute boa música, aprecie a boa comida e seja inteligente... acima de tudo. É inevitável, mas cruel.
Nunca gostei de incentivar a vaidade precoce, porém estou quase me rendendo à máxima: “Mulheres são todas iguais”. Todas as namoradas que tive e inclusive minha própria mãe, não beijam quando estão de batom, e hoje fui surpreendido: pedi um beijo à minha filha e ouvi: “Não, papai, estou de batom.”. Nem era bem um batom e sim aqueles “brilhinhos infantis” (que mesmo assim sou contra), fiquei pasmo, não acreditei que aquele pedacinho de gente era capaz de ter aquela atitude com tão pouca idade e tamanho. Voltando à minha não-aprovação para o incentivo da vaidade e minha opinião é bem simples: não quero que ela cresça achando que a beleza e aparência são o mais importante da vida e o mais importante em uma mulher...
Obs: Apesar de ela ser linda, elegante e maravilhosa!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Desenvolver

Irei dar uma passada rápida na parte “muito-bebê” da minha perereca (é o apelido dela, hoje).

O mais engraçado de tudo é que eu não fiquei cheio de dúvidas tipo: “E agora, o que fazer com ela em casa, sem as enfermeiras do hospital?”. Parece que eu já tinha vários filhos. Não me preocupava com adversidades do dia-dia. Não vá me dizer que era porque sou pai, homem... pois sempre fui muito ativo nas cuidados diários, mas acredito no instinto, pois somos animais, mas também tem muito a ver com meus estudos pré-natal, li tudo sobre gestação e tudo sobre desenvolvimento infantil que se possa imaginar.

Ela foi um bebê bem tranqüilo, mas teve o que podemos chamar de normalidades: gases, acordava a noite para mamar (mamou até os 8 meses) e.t.c.
As ansiedades quanto aos filhos apenas mudam ao longo do tempo, nesta fase da vida dela (recém-nascida) a ansiedade era quando andaria e falaria. Como a maioria das mulheres, Sofia tem, hoje, um vocabulário muito extenso, começou a falar aos 9 meses... e a primeira paravra: adivinhem? PAPAI! Nem preciso dizer que fiquei me achando a última cocada da Bahia...

“Dabidu”, quer dizer qualquer coisa que ela queria e não sabia falar o nome; “Babaco” era água. A cada dia eram palavras novas e quando Sofia tinha apenas 1 ano já não errava mais as palavras e já desenvolvia um conversa com inicio, meio e fim. Acredito que a rapidez no desenvolvimento, principalmente da fala se deu aos estímulos dados pela família, com filmes, livros e música sempre presentes mas também o ingresso primeiro na creche, aos 8 meses e quando tinha 1 ano e 10 meses já ia para uma escola normal.

Uma das maiores qualidades da minha Sabedoria é a discrição, fico muito orgulhoso disso na minha filha, é uma característica que vem da inteligência, o que nela é mais marcante.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A Chegada

Alguns clichês são inevitáveis, se é que posso chamá-los de clichês. Antes da minha “Sabedoria” dar o primeiro suspiro e ser considerada juridicamente um indivíduo com todos os direitos e deveres e.t.c.; uma questão rondava as minhas preocupações diárias: a perfeição.Mesmo que todos os exames indicassem que seria perfeita, o espírito de São Tomé me influenciava.Vou ser sincero, as características masculinas falam mais alto em algumas questões: não me lembro o dia da semana do nascimento, mas sei que foi dia 12 de Abril de 2007 às 13:00hs.Eu estava lá e assisti tudo. Uma coisa achei bem engraçado, eu estava muito nervoso, ansioso, tenso, apreensivo: queria vê-la! Porém, as pessoas que me trariam o que há de mais precioso nesse mundo, estavam tranqüilas, era rotina... algo absolutamente normal. Mas, eu estava lá, para vigiar a minha cria, como um animal... com os olhos bem atentos e os ouvidos nem se fala... prestava atenção em tudo que diziam, nada de errado poderia acontecer.
Ela nasceu toda branquinha, ela realmente é branquinha (ultimamente este pretinha de sol), mas estava mais ainda por conta de uma película que envolve quando nascem.... deu um choro engasgado pelos líquidos da placenta (acredito que se diga líquido amniótico) e chorou bastante (graças a Deus, pois já tinha ouvido história horríveis sobre crianças que não choram ao nascer) . Fui acompanhando a Pediatra, depois do nascimento, até o berçário; mesmo no caminho já a enchia de perguntas sobre a saúde da minha pequena... fiz tantas perguntas que levei um fora: “Rapaz, sua filha é normal!”. Ufa! Graças a Deus, era um alívio. Mais tarde consegui perceber que o meu medo não era por mim, mas pela minha cria... não queria que a minha princesa sofresse um nada na vida (como se isso fosse possível) a começar pelo nascimento.
Saí daquela sala com um sorriso entorpecente... a minha “Sabedoria” tinha chegado. Fiquei a seu lado a todo tempo, como um pingüim (chocam os ovos segurando com os pés sem nunca deixá-los cair, e depois alimentam os filhotes), até que finalmente meu bebê-pinguim foi pra casa.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Clichês e Sacrifícios.

Uma frase clichê: “O dia que fores pai, saberá!” ou “ Quando tiveres teus filhos, irá entender.”
Ainda não cheguei ao ponto de entender esses clichês que ouvimos desde que nos entendemos como seres pensantes.Existe algo que entendo: o verdadeiro significado da palavra “amor”. Ah, sim! Isso eu entendo!Entendo como é ter alguém que brigamos por amor, castigamos por amor (mesmo que com o coração em pedaços).Na postagem anterior disse que a minha “Sabedoria” veio revolucionar... e realmente.Muitas vezes me perguntaram: “Como você teve a coragem de mudar assim a sua vida?” “Como você pôde ser tão burro em tomar atitudes que sabia que eram erradas?”. Outras vezes nem eram perguntas, mas sim afirmações e/ou exclamações com vários pontos de exclamação, dignos de revistinha da Turma da Mônica: “Você foi precipitado!” “Burro!” “Ingênuo!”.Pode ser que eu tenha sido tudo isso mesmo, e tenho total consciência dos mal-feitos que cometi. Mas uma frase, de alguém que me conhece a muitos anos, me chamou a atenção, em especial: “Não se deve sacrificar a sua vida para salvar a de ninguém.” – Com essa frase eu concordo plenamente, pois quando sacrifiquei a minha vida, foi para salvar a minha própria, porque Sofia é a minha vida.

domingo, 16 de maio de 2010

A Sabedoria

Era uma sexta-feira, o mês e o respectivo dia, nem faço idéia - foi quando descobri que a minha Sabedoria estava à caminho. Na imaturidade e inexperiência dos meus 20 anos, recém completados, não sabia exatamente os acontecimentos que estavam por vir, mas o amor à ela já era grande, tão grande que me fez sorrir, ao invés de chorar; me fez arranjar soluções ao invés de problemas; e conforto em um fato, senão assustador, revolucionador. O que eu teria que fazer para que tudo saísse muito bem, não me interessava, o que tinha certeza era que eu iria fazer.
Para um recém-adulto 9 meses era muito tempo. Eu queria saber o que acontecer, como ela seria, como eu iria reagir, como todos a minha volta iriam... Apenas de uma coisa nunca tive curiosidade de saber: como eu iria ser, pois eu já era: apaixonado, louco, alucinado, internamente modificado, por aquela Sabedoria, pela minha pequena Sofia.