segunda-feira, 31 de maio de 2010

Discrição e orgulho, Pai e papel.

Citei, anteriormente, a discrição da minha pequena e também disse o quanto isso me enche de orgulho. Quando soube da gestação e ainda mais que era uma menina, já fiquei pensando nas características que eu queria para a formação da personalidade dela (disse no post anterior que acho isso uma covardia, mas não tem como escapar) e a discrição estava na minha listagem. A peculiaridade desta característica em uma criança é algo que me fascina, a minha Sofia é rara.
É alguém que curte cada momento da vida independente de onde esteja, mesmo porque quando não quer estar em algum lugar, fala na mesma hora que chega à ele; e convencê-la está cada dia mais complicado, cada dia que passa tenho que aumentar a quantidade e a qualidade dos meus argumentos para que ela fique satisfeita, e esta freqüente quando ela não se convence, e engole a situação. Enfim, voltando a “curtir cada momento da vida”: quando ela está comigo, está comigo inteiramente, nem sequer faz menção ao que aconteceu no dia anterior, sem que seja algo que aconteceu com nós dois. Me pede sempre para ficar perto dela, abraçado; e a sensação de passar segurança, de ser aquela pessoa que “estou com ele e nada de mal irá me acontecer” é explêndida! Pra ela eu sou o Herói, o Super-homem, o incrível, o insuperável, e pra ela eu realmente sou.
Hoje, quando me perguntarem “Qual a sua principal qualidade?”, eu responderia: Pai.
Queria ser um profissional como sou pai, um estudante como sou pai, um homem como sou pai... mas até que ser o pai que sou refle coisas boas para todos os papéis que exerço.

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