quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cultura e Vaidade

Desde sempre ela sempre se interessou muito por livros e histórias, tanto de ouvir como de ler os livros. O incentivo da leitura é algo que acontece desde muito cedo, porque na verdade não presenteei minha pequena com esse nome à toa. Apesar de acreditar no incentivo à leitura e demais atividades pedagógicas para a formação intelectual, tenho muito medo que minhas expectativas a atrapalhem na formação da personalidade, apesar de que desde o primeiro anúncio da suspeita de gravidez já depositei inúmeras perspectivas em cima dela! Pois é, vivemos com o peso de “o que nossos pais desejam de nós” desde que nascemos, e agora estou do outro lado, pois desejo muitas coisas da minha pererequinha: que ela dance balé, fale línguas, toque piano, violino, escute boa música, aprecie a boa comida e seja inteligente... acima de tudo. É inevitável, mas cruel.
Nunca gostei de incentivar a vaidade precoce, porém estou quase me rendendo à máxima: “Mulheres são todas iguais”. Todas as namoradas que tive e inclusive minha própria mãe, não beijam quando estão de batom, e hoje fui surpreendido: pedi um beijo à minha filha e ouvi: “Não, papai, estou de batom.”. Nem era bem um batom e sim aqueles “brilhinhos infantis” (que mesmo assim sou contra), fiquei pasmo, não acreditei que aquele pedacinho de gente era capaz de ter aquela atitude com tão pouca idade e tamanho. Voltando à minha não-aprovação para o incentivo da vaidade e minha opinião é bem simples: não quero que ela cresça achando que a beleza e aparência são o mais importante da vida e o mais importante em uma mulher...
Obs: Apesar de ela ser linda, elegante e maravilhosa!

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