terça-feira, 18 de maio de 2010

A Chegada

Alguns clichês são inevitáveis, se é que posso chamá-los de clichês. Antes da minha “Sabedoria” dar o primeiro suspiro e ser considerada juridicamente um indivíduo com todos os direitos e deveres e.t.c.; uma questão rondava as minhas preocupações diárias: a perfeição.Mesmo que todos os exames indicassem que seria perfeita, o espírito de São Tomé me influenciava.Vou ser sincero, as características masculinas falam mais alto em algumas questões: não me lembro o dia da semana do nascimento, mas sei que foi dia 12 de Abril de 2007 às 13:00hs.Eu estava lá e assisti tudo. Uma coisa achei bem engraçado, eu estava muito nervoso, ansioso, tenso, apreensivo: queria vê-la! Porém, as pessoas que me trariam o que há de mais precioso nesse mundo, estavam tranqüilas, era rotina... algo absolutamente normal. Mas, eu estava lá, para vigiar a minha cria, como um animal... com os olhos bem atentos e os ouvidos nem se fala... prestava atenção em tudo que diziam, nada de errado poderia acontecer.
Ela nasceu toda branquinha, ela realmente é branquinha (ultimamente este pretinha de sol), mas estava mais ainda por conta de uma película que envolve quando nascem.... deu um choro engasgado pelos líquidos da placenta (acredito que se diga líquido amniótico) e chorou bastante (graças a Deus, pois já tinha ouvido história horríveis sobre crianças que não choram ao nascer) . Fui acompanhando a Pediatra, depois do nascimento, até o berçário; mesmo no caminho já a enchia de perguntas sobre a saúde da minha pequena... fiz tantas perguntas que levei um fora: “Rapaz, sua filha é normal!”. Ufa! Graças a Deus, era um alívio. Mais tarde consegui perceber que o meu medo não era por mim, mas pela minha cria... não queria que a minha princesa sofresse um nada na vida (como se isso fosse possível) a começar pelo nascimento.
Saí daquela sala com um sorriso entorpecente... a minha “Sabedoria” tinha chegado. Fiquei a seu lado a todo tempo, como um pingüim (chocam os ovos segurando com os pés sem nunca deixá-los cair, e depois alimentam os filhotes), até que finalmente meu bebê-pinguim foi pra casa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário