segunda-feira, 31 de maio de 2010
Discrição e orgulho, Pai e papel.
É alguém que curte cada momento da vida independente de onde esteja, mesmo porque quando não quer estar em algum lugar, fala na mesma hora que chega à ele; e convencê-la está cada dia mais complicado, cada dia que passa tenho que aumentar a quantidade e a qualidade dos meus argumentos para que ela fique satisfeita, e esta freqüente quando ela não se convence, e engole a situação. Enfim, voltando a “curtir cada momento da vida”: quando ela está comigo, está comigo inteiramente, nem sequer faz menção ao que aconteceu no dia anterior, sem que seja algo que aconteceu com nós dois. Me pede sempre para ficar perto dela, abraçado; e a sensação de passar segurança, de ser aquela pessoa que “estou com ele e nada de mal irá me acontecer” é explêndida! Pra ela eu sou o Herói, o Super-homem, o incrível, o insuperável, e pra ela eu realmente sou.
Hoje, quando me perguntarem “Qual a sua principal qualidade?”, eu responderia: Pai.
Queria ser um profissional como sou pai, um estudante como sou pai, um homem como sou pai... mas até que ser o pai que sou refle coisas boas para todos os papéis que exerço.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Cultura e Vaidade
Nunca gostei de incentivar a vaidade precoce, porém estou quase me rendendo à máxima: “Mulheres são todas iguais”. Todas as namoradas que tive e inclusive minha própria mãe, não beijam quando estão de batom, e hoje fui surpreendido: pedi um beijo à minha filha e ouvi: “Não, papai, estou de batom.”. Nem era bem um batom e sim aqueles “brilhinhos infantis” (que mesmo assim sou contra), fiquei pasmo, não acreditei que aquele pedacinho de gente era capaz de ter aquela atitude com tão pouca idade e tamanho. Voltando à minha não-aprovação para o incentivo da vaidade e minha opinião é bem simples: não quero que ela cresça achando que a beleza e aparência são o mais importante da vida e o mais importante em uma mulher...
Obs: Apesar de ela ser linda, elegante e maravilhosa!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Desenvolver
Irei dar uma passada rápida na parte “muito-bebê” da minha perereca (é o apelido dela, hoje).
O mais engraçado de tudo é que eu não fiquei cheio de dúvidas tipo: “E agora, o que fazer com ela em casa, sem as enfermeiras do hospital?”. Parece que eu já tinha vários filhos. Não me preocupava com adversidades do dia-dia. Não vá me dizer que era porque sou pai, homem... pois sempre fui muito ativo nas cuidados diários, mas acredito no instinto, pois somos animais, mas também tem muito a ver com meus estudos pré-natal, li tudo sobre gestação e tudo sobre desenvolvimento infantil que se possa imaginar.
Ela foi um bebê bem tranqüilo, mas teve o que podemos chamar de normalidades: gases, acordava a noite para mamar (mamou até os 8 meses) e.t.c.
As ansiedades quanto aos filhos apenas mudam ao longo do tempo, nesta fase da vida dela (recém-nascida) a ansiedade era quando andaria e falaria. Como a maioria das mulheres, Sofia tem, hoje, um vocabulário muito extenso, começou a falar aos 9 meses... e a primeira paravra: adivinhem? PAPAI! Nem preciso dizer que fiquei me achando a última cocada da Bahia...
“Dabidu”, quer dizer qualquer coisa que ela queria e não sabia falar o nome; “Babaco” era água. A cada dia eram palavras novas e quando Sofia tinha apenas 1 ano já não errava mais as palavras e já desenvolvia um conversa com inicio, meio e fim. Acredito que a rapidez no desenvolvimento, principalmente da fala se deu aos estímulos dados pela família, com filmes, livros e música sempre presentes mas também o ingresso primeiro na creche, aos 8 meses e quando tinha 1 ano e 10 meses já ia para uma escola normal.
Uma das maiores qualidades da minha Sabedoria é a discrição, fico muito orgulhoso disso na minha filha, é uma característica que vem da inteligência, o que nela é mais marcante.
terça-feira, 18 de maio de 2010
A Chegada
Ela nasceu toda branquinha, ela realmente é branquinha (ultimamente este pretinha de sol), mas estava mais ainda por conta de uma película que envolve quando nascem.... deu um choro engasgado pelos líquidos da placenta (acredito que se diga líquido amniótico) e chorou bastante (graças a Deus, pois já tinha ouvido história horríveis sobre crianças que não choram ao nascer) . Fui acompanhando a Pediatra, depois do nascimento, até o berçário; mesmo no caminho já a enchia de perguntas sobre a saúde da minha pequena... fiz tantas perguntas que levei um fora: “Rapaz, sua filha é normal!”. Ufa! Graças a Deus, era um alívio. Mais tarde consegui perceber que o meu medo não era por mim, mas pela minha cria... não queria que a minha princesa sofresse um nada na vida (como se isso fosse possível) a começar pelo nascimento.
Saí daquela sala com um sorriso entorpecente... a minha “Sabedoria” tinha chegado. Fiquei a seu lado a todo tempo, como um pingüim (chocam os ovos segurando com os pés sem nunca deixá-los cair, e depois alimentam os filhotes), até que finalmente meu bebê-pinguim foi pra casa.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Clichês e Sacrifícios.
Ainda não cheguei ao ponto de entender esses clichês que ouvimos desde que nos entendemos como seres pensantes.Existe algo que entendo: o verdadeiro significado da palavra “amor”. Ah, sim! Isso eu entendo!Entendo como é ter alguém que brigamos por amor, castigamos por amor (mesmo que com o coração em pedaços).Na postagem anterior disse que a minha “Sabedoria” veio revolucionar... e realmente.Muitas vezes me perguntaram: “Como você teve a coragem de mudar assim a sua vida?” “Como você pôde ser tão burro em tomar atitudes que sabia que eram erradas?”. Outras vezes nem eram perguntas, mas sim afirmações e/ou exclamações com vários pontos de exclamação, dignos de revistinha da Turma da Mônica: “Você foi precipitado!” “Burro!” “Ingênuo!”.Pode ser que eu tenha sido tudo isso mesmo, e tenho total consciência dos mal-feitos que cometi. Mas uma frase, de alguém que me conhece a muitos anos, me chamou a atenção, em especial: “Não se deve sacrificar a sua vida para salvar a de ninguém.” – Com essa frase eu concordo plenamente, pois quando sacrifiquei a minha vida, foi para salvar a minha própria, porque Sofia é a minha vida.
domingo, 16 de maio de 2010
A Sabedoria
Para um recém-adulto 9 meses era muito tempo. Eu queria saber o que acontecer, como ela seria, como eu iria reagir, como todos a minha volta iriam... Apenas de uma coisa nunca tive curiosidade de saber: como eu iria ser, pois eu já era: apaixonado, louco, alucinado, internamente modificado, por aquela Sabedoria, pela minha pequena Sofia.